sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
terça-feira, 29 de novembro de 2011
lau siqueira
a natureza do espetáculo
amarelas
eram as flores do ipê
esparramadas nos galhos
e no palmo de asfalto que
antecede o chão
pétalas e mais pétalas
falando ao meu silêncio
a p r e s s a d o
exalando o indomável
escândalo da beleza
(in poesia sem pele, Porto Alegre, Casa Verde, 2011)
amarelas
eram as flores do ipê
esparramadas nos galhos
e no palmo de asfalto que
antecede o chão
pétalas e mais pétalas
falando ao meu silêncio
a p r e s s a d o
exalando o indomável
escândalo da beleza
(in poesia sem pele, Porto Alegre, Casa Verde, 2011)
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Giuseppe Ungaretti (2)
Allegria di naufragi
E subito riprende
il viaggio
come
dopo il naufragio
un superstite
lupo di mare
(1917)
...
Alegria de náufragos
E retoma de repente
a viagem
como
após o naufrágio
um sobrevivente
lobo do mar
(1917)
(in Vita d'un uomo, Milano: Mondadori, 2011)
E subito riprende
il viaggio
come
dopo il naufragio
un superstite
lupo di mare
(1917)
...
Alegria de náufragos
E retoma de repente
a viagem
como
após o naufrágio
um sobrevivente
lobo do mar
(1917)
(in Vita d'un uomo, Milano: Mondadori, 2011)
Salvatore Quasimodo (2)
NESSUNO
Io sono forse un fanciullo
che ha paura dei morti,
ma che la morte chiama
perché lo sciolga da tutte le creature:
i bambini, l'albero, gli insetti:
da ogni coisa che ha cuore di tristezza.
Perché non ha più doni
e le strade son buie,
e più non c'è nessuno
che sappia farlo piangere
vicino a te, Signore.
(Acque e terre, 1920-1929)
...
NINGUÉM
Sou talvez um menino
com medo dos mortos,
mas que a morte chama
para desatá-lo de todas as criaturas:
as crianças, a árvore, os insetos:
de coisas com coração de tristeza.
Porque não há mais dádivas
e as estradas estão sombrias,
e ninguém mais resta
para fazê-lo chorar
próximo a ti, Senhor.
(Águas e terras, 1920-1929, trad. joão monteiro)
(in Tutte le poesie, Milano: Mondadori, 1995)
Io sono forse un fanciullo
che ha paura dei morti,
ma che la morte chiama
perché lo sciolga da tutte le creature:
i bambini, l'albero, gli insetti:
da ogni coisa che ha cuore di tristezza.
Perché non ha più doni
e le strade son buie,
e più non c'è nessuno
che sappia farlo piangere
vicino a te, Signore.
(Acque e terre, 1920-1929)
...
NINGUÉM
Sou talvez um menino
com medo dos mortos,
mas que a morte chama
para desatá-lo de todas as criaturas:
as crianças, a árvore, os insetos:
de coisas com coração de tristeza.
Porque não há mais dádivas
e as estradas estão sombrias,
e ninguém mais resta
para fazê-lo chorar
próximo a ti, Senhor.
(Águas e terras, 1920-1929, trad. joão monteiro)
(in Tutte le poesie, Milano: Mondadori, 1995)
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
domingo, 20 de novembro de 2011
De Vento em Popa
O grupo instrumental De Vento em Popa fará apresentação no Clube do Choro de Brasília, no próximo sábado (26.11), às 21h.
Flautas:
Heitor Freitas, Leandro Barcelos, Madelon Guimarães, Marília Carvalho, Nicholli Menezes e William Percy
Violão:
João Ferreira
Baixo:
Marcelo Nardelli
Bateria:
Zezinho Gotelipe
Programa: Tom Jobim, Waldir Azevedo, Luiz Gonzaga, Garoto, Ary Barroso, Pattápio Silva, Pixinguinha, Dorival Caymmi, Hermeto Pascoal, Heitor Villa-Lobos, e outros grandes nomes do repertório brasileiro.
Ingressos: 20 reais (inteira) e 10 reais (meia).
Flautas:
Heitor Freitas, Leandro Barcelos, Madelon Guimarães, Marília Carvalho, Nicholli Menezes e William Percy
Violão:
João Ferreira
Baixo:
Marcelo Nardelli
Bateria:
Zezinho Gotelipe
Programa: Tom Jobim, Waldir Azevedo, Luiz Gonzaga, Garoto, Ary Barroso, Pattápio Silva, Pixinguinha, Dorival Caymmi, Hermeto Pascoal, Heitor Villa-Lobos, e outros grandes nomes do repertório brasileiro.
Ingressos: 20 reais (inteira) e 10 reais (meia).
Assinar:
Postagens (Atom)

